#BONES S12E12 - THE END IN THE END

- “VÃO TENTAR NÃO MUDAR, MAS SABE COMO É. TUDO MUDA”.

A 12ª e última temporada de Bones, não passou nem perto de ser uma de suas melhores temporadas, mas, para contrabalançar essa temporada cuja emoção por pouco não se restringiu ao fato de sabermos que a cada novo episódio estávamos mais próximos do final, tivemos algumas gratas surpresas, como o retorno de Zack [Eric Millegan].

Zack fizera parte do elenco fixo das três primeiras e ótimas temporadas, e, em sua última como parte do elenco principal ele se envolveu com um serial killer - o Gormogan, e foi julgado e condenado, passando os seus dias desde então em uma ala psiquiátrica. O regresso de Zack a esta última temporada, busca a redenção da personagem, tentando a partir do ponto em que parou nove anos atrás, provar sua inocência. Os episódios que se seguem ao seu retorno são emotivos, acelerados e trazem algumas revelações interessantes. Assim seguimos, a tentativa de inocentar Zack vai sendo conduzida em paralelo, principalmente por Hodgins [T. J. Thyne], as investigações que fazem parte da rotina dos squints do Jeffersonian. O desfecho dessa história se dá, no E11, o penúltimo da temporada.

Quanto ao E12, entregaram-nos um episódio redondinho? Não. Foi o mais emocionante episódio de Bones? Também não, a temporada em si, não foi uma das melhores, conforme mencionei acima. No entanto, o E12 esteve carregado de aforismos, que em suma revelavam o tom de cada personagem ao longo dos doze anos de existência da série. Um exemplo desses aforismos acontece quando Hodgins percebe que Booth [David Boreanaz -  aliás já escalado para fazer Jason, Oficial da Marinha dos EUA em nova série da CBS] após a explosão que os deixou, ele, Booth, Brennan [Emyle Deschanel] e Angela [Michaela Colin] presos no Jeffersionian está sendo insano, ele dispara com autoridade – Não tem que ser um herói! Ser o herói em toda e qualquer situação, foi uma marca forte da característica de Seeley Booth, não é que ele precisasse ser, mas sacrificar-se pelas pessoas que ele amava, era parte dele, era o que o tornava único.

Podemos citar ainda o momento assustador onde contemplamos a possibilidade de ver a personagem de Emyle Deschanel - Temperance Brennan, encerrar seu ciclo com severos e permanentes danos em seu cérebro. A capacidade intelectual de Brennan é uma parte da personalidade dela que a fizeram ser quem ela era e que nos fez, em um primeiro momento, amá-la. Estaremos sendo hipócritas se afirmarmos o contrário. Foi duro ouvi-la dizer:

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- Na maior parte da minha vida, tudo o que eu tinha era a minha inteligência... Meu cérebro, meu modo de pensar, é quem eu sou. Se o que me faz ser eu mesma se foi, quem sou eu?

E Booth, claro, respondeu como tinha que responder, nos emocionou, era quando se permitia ser esse tipo de herói que gostávamos ainda mais de Booth, quando tudo a sua volta parecia ou literalmente desmoronava, lá estava ele com seu potinho distribuindo esperança, sendo o farol para todos. E aqui ele foi incrível.

- É a mulher que eu amo. Foi quem me beijou do lado de fora do bar na chuva. Quem me levou para atirar no dia dos namorados. Foi quem me pediu em casamento segurando um saco de carne seca, mesmo sendo vegetariana. É a Roxie do meu Tony, a Wanda do meu Buck... Não me importo se você sabe sobre ossos, se sabe como solucionar crimes. Só o que sei é que quero passar o resto de minha vida com você. Esta é você, Temperance Brennan. Você é minha parceira. Não se esqueça disso.

O comprometimento da memória de Brennan e a incapacidade de processar informações complexas, foi um instante demasiado pesado para mim. Foi como assistir ao roubo da identidade da personagem, ou seja, Brennan precisaria reencontrar o caminho de volta pra casa, sabendo de antemão que este caminho havia sido comprometido, e que seria impossível prever o que ela poderia encontrar. Essa seria também uma jornada incrível de se acompanhar, no entanto, igualmente dolorosa. Porém, uma vez que nos encontrávamos bem pertos do fim, foi um alívio vê-la recobrar toda a sua capacidade intelectual.

O episódio contou com uma série de pontos altos, e um deles foi ver reunidos, trabalhando juntos Dayse, Wendell, Arastoo, Dr Clark Edson, que de uma certa forma estavam ali representando todos os estagiários que passaram pela série, gosto de pensar assim.

BONES_S12E12Foi gostoso acompanhar durante todo o tempo de existência da série a amizade entre Brennan e Angela, que pra mim era o ponto de equilíbrio de Brennan, quem a trazia pra perto de nós, e também uma das principais responsáveis por atribuir leveza a série. A Hodgins cabia o humor, e foi gratificante e muito divertido vê-lo finalmente como o REI DO LABORATÓRIO. A Cam [Tamara Taylor], era nada mais, nada menos que a linha tênue entre o que era devido fazer e o que poderia ser feito, mas ela trazia também um humor leve, ela chegou a série logo no início da segunda, e sua permanência seria curta, mas ela arregaçou com a bagaça e não saiu mais, ainda bem, nós agradecemos. E finalmente Booth, a outra metade de Brennan, e quem a permitiu conhecer o amor em sua forma mais pura e honesta, e livre de artimanhas e de segurança, com Booth, Brenna sabia onde estava pisando, mesmo na mais completa escuridão. Ele era o porto seguro de todos eles.

Mas havia mais, a série era mais, e eu não poderia encerrar esse review sem mencionar a adorável promotora Caroline Julian [Patricia Belcher], no final da S06E01 Bones afirma que a Caroline era a cola, era ela quem os mantinha unidos, e ante isso, não há mais o que acrescentar sobre a personagem, exceto que o humor ácido de Caroline, conferia um certo charme a ela, gostaria de tê-la visto mais atuante na série, em mais episódios. Aliás, o E01 da S06 foi um grande retorno de temporada, principalmente porque o final da S05 havia me deixado apreensiva.

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Ainda o Lance Sweets [John Francis Daley], confesso que demorei um pouco para gostar dele, e lamentei muito a sua morte, e ele fez falta, no entanto, Aubrey se integrou ao elenco de um tal jeito, como se sempre tivesse estado ali, com seu apetite infinito, enfim, lembraremos para sempre com grande carinho dessa série e de todos os seus personagens, éramos também partes da família Jeffersonian.

É, chegou ao fim a série que me fez buscar por outras séries e então me apaixonar por esse universo de ficção, um universo rico e de infinitas possibilidades. Valeu acompanhar, torcer e se emocionar com os squints do Jeffersionan. Nos encontramos em outras séries, vivendo novas histórias, até breve.



Shirley Basílio | Nenhum Comentário

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