SOLTE O CABELO, PRENDA O PRECONCEITO

EM ESCOLA DO RJ, COORDENADORA PEDE PARA MÃE APARAR OU TRANÇAR O CABELO DOS FILHOS.

Andávamos por aí soltos como se libertos de nossos cárceres, livres de uma vida de retrocesso, de amargas privações, desatentos. O racismo - acreditava o outro em uma inocência tão pueril quanto espantosa – “está erradicado, não existe mais”. Até que em uma esquina qualquer somos surpreendidos, a nossa espreita, a intolerância, o desrespeito, o desserviço. Não existe uma área onde os olhos alcancem que esteja livre dessa doença – mesmo em locais onde o respeito a diversidade deveria ser estimulado, o que vemos sendo edificado é a cultura da intransigência, como no caso em que a mãe que recebeu uma notificação da orientadora pedagógica da Escola Educandário Eliane Nascimento, onde seus filhos, Antônio e Bernardo estudam, no Rio de Janeiro, para cortar ou prender-lhes os cabelos crespos. 

É notório que os ataques aos direitos fundamentais de mulheres e homens, negros ou não, em tempo algum alcançou a trégua, é repugnante que, ainda hoje, sinais que caracterizam a diversidade sejam para alguns a premissa sobre a qual se fundamenta a superioridade de uma raça sobre a outra. É trágico que tal corrente de pensamento ainda seja vigente.

A coordenadora aqui mencionada, incomodada com a estética das crianças, tratou de notificar a mãe dos meninos, Débora Figueiredo, por meio de um recado que dizia: “Mamãe Débora, peço-lhe se possível aparar ou trançar o cabelinho dos meninos. Eles são lindos, mais (sic) eu ficaria mais feliz com o cabelo deles mais baixo ou preso”. É o teatro do absurdo, não há outro meio de visualizar essa situação...  Continuar lendo


FONTE: Blastingnews

Shirley Basílio | Nenhum Comentário

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